Produtores culturais, artistas e população em geral sentem a falta dos espaços para promoção de eventos. “A cidade parece que encolheu culturalmente”, analisa o professor e organizador do Salão do Livro do Piauí (Salipi) , Luiz Romero. Amante das artes cênicas, o professor acusa os gestores de não atentarem para a situação. “Nos últimos cinco anos a situação tem se agravado muito. Há uma inépcia cultural enorme” e questiona “como nosso teatro pode se desenvolver e abrigar uma peça de cinco ou dez anos, se não possui as estruturas básicas?”
O publicitário Gustavo Athayde, outro apaixonado pelo teatro, defende que houve uma melhoria nos últimos anos, mas a maioria restrita ao gênero da comédia. “Morei durante quatro anos na cidade de Piracicaba, em São Paulo. Lá há um convívio direto com a arte, com peças ao ar livre e o contato com o artista”, descreve Athayde, ao revelar a saudade.
Ansioso para a reabertura dos teatros, o humorista piauiense Dirceu Andrade também lamenta a carência de espaços adequados para o desenvolvimento da arte e cultura. “Meus trabalhos estão sendo apresentados no Cine Teatro da Universidade Federal do Piauí, mas o local é inviável para uma grande peça, com trocas de cenário, por exemplo”, conta o artista.
Outro espaço muito aguardado para conclusão das obras é o Centro de Convenções. Por telefone, o secretário de Turismo Silvio Leite afirma que a reforma terá o acabamento finalizado até o mês de agosto, mas somente será reaberto no próximo ano, com a compra dos materiais adequados. “É, de fato, uma perca para a população. Mas o novo auditório terá capacidade para 1.300 lugares e não é possível fazer uma reforma sem fechar o local”, defende o secretário.
